domingo, 25 de outubro de 2009

Estante Virtual



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O inferno eterno existe ?



10 RAZÕES POR QUE NÃO HAVERÁ UM FOGO DO INFERNO ETERNAMENTE QUEIMANDO

1 - Porque a vida eterna é um dom de Deus (Rom. 6:23). Os ímpios não a possuem, ao contrário, “não verão a vida” (João 3:36); “todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1 João 3:15).

Obs.: Paulo fala em Romanos 2:7 que os que obterão vida eterna são os que buscam a imortalidade, e não se vai em busca do que já se possui (“incorruptibilidade” em outras versões é “imortalidade”).

2 - Porque o tormento eterno iria perpetuar e imortalizar o pecado, sofrimento, dor e contradiz a revelação divina de que tais coisas não mais existirão sob as novas condições após a volta de Cristo (Apo. 2:14).

3 - Porque o universo teria para sempre um ponto negro, com bilhões de criaturas vivendo eternamente em torturas infinitas, tendo suas existências preservadas assim pelo próprio Deus em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28).

Obs.: A Bíblia informa que após Deus perseguir “com trevas” e consumir “de todo” os Seus inimigos, “não se levantará por duas vezes a angústia” (Naum 1:9).

4 - Porque a noção de um fogo inapagável, a arder eternamente, não condiz com o atributo de amor e justiça vistos como características do caráter divino, e postula o conceito de uma ira que nunca é consumada.

5 - Porque as Escrituras ensinam que a obra expiatória de Cristo é “aniquilar . . . o pecado” (Heb. 9:26), primeiro do indivíduo, e, por fim, de todo o universo. O resultado pleno do sacrifício de Cristo se verá não só num povo redimido, mas nesta Terra renovada (Efés. 1:14).

6 - Porque a Bíblia indica que somente os salvos terão corpos incorruptíveis (Fil. 3:20, 21 e 1 Cor. 15:35-55).

Obs.: Os crentes na tese do inferno eterno têm uma imensa dificuldade em explicar como os ímpios que ressuscitam poderiam ser lançados no fogo que jamais consome seus corpos que não são incorruptíveis.

7 - Porque Paulo claramente fala em “destruição” e “banimento” eterno dos pecadores, e não se pode conceber um ato de destruição que não se completa, como se fosse um processo eterno (2a. Tess. 1:7-10).

Obs.: Paulo indica que os “fogos da vingança” estão ainda no futuro e se manifestarão com o Advento de Cristo, com o que as noções de um inferno já em operação perdem inteiramente o sentido.

8 - Porque o mesmo fogo que causa a “destruição dos homens ímpios” opera a transformação do planeta, dando lugar a “novos céus e uma Nova Terra, nos quais habita a justiça” (2a. Ped. 3:6-13).

9 - Porque a descrição do castigo dos ímpios em Apo. 20:14, onde o lago de fogo é chamado de “segunda morte”, confirma as muitas declarações ao longo de toda a Escritura, tanto do Velho quanto do Novo Testamento que tratam da extinção final dos pecadores.

Obs.: Alguns dos textos que claramente tratam disso são: Salmo 37:9, 10, 20; 68:2; 92:7; Eze. 28:14-28; Sof. 1:14-18; Mal. 4:1-3; Mat. 10:28b; 2a. Tes. 1:7-10; 2a. Ped. 3:6-10; Apo. 21:8.

10 - Porque à descrição da operação do lago de fogo nada se segue, senão o detalhamento de serem lançados nele todos os seres condenados, daí ocorrendo a descrição dos “novos céus e uma Nova Terra . . . e o mar já não existe [nem o lago de fogo]” – Apo. 21:1.

Obs.: Tenha-se em lembrança que na Bíblia original não há divisão de capítulos e versículos, portanto na seqüência natural da descrição da “destruição dos homens ímpios” não há qualquer informação de que o “lago de fogo” salte de sobre a superfície da Terra, onde clarissimamente ocorre (ver Apo. 20:7-10) para prosseguir queimando em outro local do universo.

http://adventista.forumbrasil.net/acervo-teologico-f1/o-inferno-eterno-existe-t29.htm

O Castigo será Eterno?

Paulo da Silva Neto Sobrinho

É comum vermos as expressões: “a Bíblia diz”, “a Bíblia fala”, “porque está na Bíblia”, “a Bíblia emprega a palavra tal em tal sentido”, etc., como se ela fosse um ser vivo com capacidade de pensar e até de se expressar. Não entendem alguns teólogos, principalmente os dogmáticos, que na verdade foram os autores bíblicos que pensaram e se expressaram, e ao longo do tempo, foi ela, por força da afirmativa de ser “a palavra de Deus”, adquirindo essa vida própria.

Se tivermos mente aberta, para analisar seu conteúdo, veremos que existem várias passagens que não podem, de forma alguma, ser atribuídas a Deus. Isso, por outro lado, colocaria em cheque a questão de ser ela somente a palavra de Deus. Ora, como ela fazia parte dos rituais religiosos, era lida nos templos, e esses rituais assumem, em todos os tempos e lugares, um caráter sagrado, assim, a Bíblia, adquiriu também o caráter de Sagrada, passando a ter, por isso, a denominação de Bíblia Sagrada, como a conhecemos hoje.

Devemos, para extrair a verdade que ela contém, analisar os fatores culturais e os de época que, de maneira irrefutável, influenciaram os autores bíblicos. Sabemos que muitas pessoas não admitem essas coisas, mas não podemos compactuar com a ignorância, e deixar as coisas como estão. Assim, para o próprio bem dela, devemos mostrar que determinadas coisas foram mudando de sentido (ou significado) com o passar dos tempos.

De uma maneira geral, para o ser humano, parece ser muito mais fácil acreditar em algo, mesmo que ele não exista, do que mudar o seu pensamento a respeito de alguma coisa em que ele já acredita. Assim, com certeza, o que iremos colocar não será ouvido por muitos. E talvez sejamos execrados por outros, além de aqueles que irão nos mandar “arder no mármore do inferno”. Mas, nada disso nos fará silenciar diante do que nossa consciência nos diz para fazer, já que buscamos “a verdade que liberta”, não a que querem a todo custo nos impor. Achamos isso uma afronta à nossa inteligência, pois agem como se ninguém, a não serem eles, tivesse capacidade de pensar.

O primeiro mandamento divino dado ao homem, nós vamos encontrá-lo em Gn 2, 16-17: “E Javé Deus ordenou ao homem: ‘Você pode comer de todas as árvores do jardim. Mas não pode comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, com certeza morrerá’”. Aqui a pena para a desobediência ao mandamento foi a morte. Relaciona-se, pois, a uma situação presente, e não para o futuro.

Mas, estranhamente, as penas impostas, é o que se supõe, ao primeiro casal humano foram: a) mulher: parir com dor, paixão que a arrastaria para o marido (graças a Deus), e que seria dominada por ele; b) homem: ter que trabalhar até o “suor do rosto”, para tirar da terra os produtos dos quais deveria alimentar-se, e voltar ao pó, ou seja, morrer. Devemos observar que todos os castigos impostos estão relacionados à sua vivência diária, nada de vida após a morte.

Quando o povo hebreu estava no Deserto de Sur, após a sair da escravidão no Egito, Deus disse: “Se você obedecer a Javé seu Deus, praticando o que Ele aprova, ouvindo seus mandamentos e observando todas as leis, eu não mandarei sobre você nenhuma das enfermidades que mandei sobre os egípcios”. A pena para a desobediência seriam as enfermidades, ou seja, coisas, também, para uma vida terrena.

Diante do Monte Sinai, é que Deus aparece a Moisés, e lhe entrega as tábuas com os Dez Mandamentos. Nessa ocasião, Moisés, apresenta ao povo várias outras normas de conduta, dizendo ser por ordem de Javé, muitas das quais a morte era a pena a ser aplicada ao infrator, contrariando a determinação de “não matarás”, contidas nas duas Tábuas que acabara de receber, as quais ainda deveriam estar debaixo de seus braços, e até aqui não foi estabelecida nenhuma penalidade para os infratores.

Em Levítico, cap. 26, Deus fala das bênçãos e maldições, como conseqüência do cumprimento ou não dos Seus Estatutos e Suas normas, é aí que são estabelecidas as penalidades para a desobediência. Podemos observar que todas as bênçãos prometidas por Deus não é o céu que as religiões dizem ser o destino dos que seguem fielmente a Deus. Todas as recompensas prometidas estão relacionadas a uma vida terrena, não a uma vida futura no céu.

Mesmo em relação às penalidades (maldições), os castigos são sempre relacionados com a vida aqui na terra, ou seja, na vida presente. Apesar das penas serem extremamente rigorosas, nada de inferno para ninguém. E é até importante ressaltar que, se Deus dá vários castigos cada vez maiores, se a expressão “sete vezes mais” foi utilizada por quatro vezes é porque espera a recuperação do infrator, por mais tardia que seja. E, ao final, ainda diz que “não os rejeitarei, nem os desprezarei até o ponto de exterminá-los”, ou seja, mesmo que errem muito, Deus possui uma enorme comiseração para com os infratores. Excluindo, portanto, qualquer idéia de penas eternas. É o que também podemos deduzir de Ezequiel 33, 11: “Não sinto nenhum prazer com a morte do injusto. O que eu quero é que ele mude de comportamento e viva”.

Em Deuteronômio, cap. 25, encontramos essa interessante passagem: “Quando houver demanda entre dois homens e forem à justiça, eles serão julgados, absolvendo-se o inocente e condenando-se o culpado. Se o culpado merecer açoites, o juiz o fará deitar-se no chão e mandará açoitá-lo em sua presença, com número de açoites proporcional à culpa. Podem açoitá-lo até quarenta vezes, não mais; isso para não acontecer que a ferida se torne grave, caso seja açoitado mais vezes, e seu irmão fique marcado diante de vocês”.

Merecem comentários:

* “absolvendo-se o inocente”: isto significa que não se deve condenar um inocente.
* “condenando-se o culpado”: por questão de justiça o culpado deverá ser condenado.
* “se o culpado merecer açoites”: sinal que pode haver situação especial em que o culpado não mereça receber um castigo, uma repreensão poderia, talvez, ser mais útil.
* “o juiz... mandará açoitá-lo em sua presença”: a presença pessoal do Juiz indica a necessidade de se ter certeza do cumprimento da pena, se o culpado a merecer.
* “com número de açoites proporcional à culpa”: sendo o castigo proporcional à culpa, significa que não poderá haver pena igual para todos os tipos de infração à lei.
* “podem açoitá-lo até quarenta vezes, não mais”: significa, incontestavelmente, que tudo tem um limite, que a pena não poderá ser eterna.

No livro de Isaías, lemos: “Se absolvermos o malvado, ele nunca aprende a justiça; sobre a terra ele distorce as coisas direitas e não vê a grandeza de Javé”. A idéia central da passagem vai de encontro ao simples perdão, como pensam alguns, já que se diz ser necessário “castigar” o culpado, para que ele, efetivamente, possa aprender a justiça.

Em Eclesiastes encontramos: “Ao sair, eles verão os cadáveres daqueles que se revoltaram contra mim, porque o verme que os corrói não morre jamais e o fogo que os consome jamais se apaga”. A mão de Javé se manifestará para os seus servos, mas se indignará contra seus inimigos. Porque Javé vem com fogo, e seus carros parecem furacão, para desabafar sua ira com ardor e sua ameaça com chamas de fogo. É com fogo que Javé fará justiça sobre toda a terra, e com sua espada ameaça o mundo todo: são muitas as vítimas que ele faz”. É dessa passagem que as correntes religiosas buscam sustentar o “inferno eterno”, entretanto, se bem observamos, é apenas uma figura de linguagem, sendo portanto um simbolismo, não uma coisa objetiva.

O fogo é considerado um elemento purificador. E eterno designar um período determinado apesar da incerteza de sua duração. Assim, a expressão “fogo eterno” poderia, dentro da perspectiva de que a “misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg 2, 13), ser entendida como um período de purificação, do qual não se sabe o fim, nada mais que isso. Podemos comprovar usando a passagem Salmos 103, 8-9: “O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira”.

Chegamos a uma interessante conclusão: que apesar da palavra inferno constar da Bíblia, não o podemos aceitar a não ser no sentido de “um longo tempo de purificação”, o que se confunde com o conceito de purgatório, que somos forçados a aceitar, mesmo não constando da Bíblia, já que alguém poderia alegar isso.

Jesus ao dizer: “daí não sairá, enquanto não pagar até o último centavo” (Mateus 5, 26) e “O patrão indignou-se, e mandou entregar esse empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida” (Mateus 18, 34) deixa claro que até pagar a dívida ou o último centavo seria o tempo em que o devedor ficaria preso ou entregue aos torturadores, não mais que isso, abolindo, portanto, a idéia do inferno eterno.

As religiões dogmáticas, ao invés de desenvolverem em seus adeptos a idéia de um Deus de amor, para que cada um passe a verdadeiramente amá-Lo, e assim deixem de praticar o mal por amor, confundem-nos com ameaças do inferno, num sentido incompatível com o amor de Deus para conosco, deixando seus fiéis em dúvidas sobre o que mesmo seguir. Usam de uma psicologia negativa, querendo que Deus seja TEMIDO, isso é puro TERRORISMO RELIGIOSO.

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Abril/2002.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/o-castigo-sera-eterno.html

The British Columbia Insight Meditation Society



http://www.bcims.org/

AS DIFERENÇAS ENTRE O JUDAÍSMO E O CRISTIANISMO






INTRODUÇÃO

Há várias distinções substanciais e vitais entre o judaísmo e o cristianismo. Claro, também há muitas semelhanças, basicamente porque o cristianismo surgiu do judaísmo. Todavia, o cristianismo seguiu um outro caminho desde o início, pois suas lideranças romperam com o judaísmo e formaram uma nova religião. Portanto, é um grande equívoco acreditar que ambas as religiões têm a mesma essência, ou ver o cristianismo como uma continuação natural do judaísmo. Nada é mais distante da verdade.

Nesta seção exploraremos as diferenças básicas entre as duas religiões. Para começar, nunca é demais repetir que a crença central do judaísmo é de que, independentemente de sua religião, todos os seres humanos são filhos de D’us e, portanto, iguais perante Ele: todos têm direito ao Seu amor, misericórdia e auxílio.

O judaísmo não exige que alguém se converta ao judaísmo para ser uma pessoa melhor ou para que, algum dia, alcance o Paraíso. Para isso, no entendimento dos judeus, basta ser ético. Embora o judaísmo aceite o valor de todas as pessoas independentemente da sua religião, ele também abre aos não-judeus que desejam voluntariamente se unir ao Povo Judeu a possibilidade de se tornarem judeus. Todavia, justamente por considerar que qualquer um pode viver de forma ética na sua religião é que se torna incomum no meio judaico o trabalho missionário e proselitista. O judaísmo está de portas abertas, mas nenhum judeu sairá pelo mundo tentando converter não-judeus ao judaísmo. Essa, por si só, já é uma grande diferença entre o judaísmo e o cristianismo.

É realmente impossível fazer um resumo adequado do judaísmo ou do cristianismo somente nessa seção. Assim sendo, são necessários mais estudos para se aprofundar no assunto. As posições formais do judaísmo em vários assuntos devem ser discutidas com um rabino.

Bibliografia:

Uma referência excelente nesse assunto é o livro “Judaism and Christianity: The Differences", de Trude Weiss-Rosmarin. Também está disponível a edição em língua portuguesa sob o título “Judaísmo e Cristianismo: as Diferenças”, Editora Sefer).

Outra dica interessante (somente em inglês) é o livro “You Take Jesus, I'll Take God: How to Refute Christian Missionaries”, uma entre outras obras importantes para refutar as posições de missionários cristãos que buscam, a todo custo, converter judeus ao cristianismo, muitas vezes inclusive se passando por judeus.

Descreveremos a seguir as crenças centrais do judaísmo e do cristianismo. Alguns pensadores cristãos e judeus poderão discordar, às vezes consideravelmente, das posições mencionadas aqui. Mesmo com todas essas limitações, é importante considerar as diferenças.



D’US

O principal fundamento do judaísmo é a noção de monoteísmo, ou seja, a idéia de que existe somente um único D’us. Conforme o judaísmo, D’us não é feito de partes, ainda que porventura essas partes estivessem misteriosamente unidas. A noção cristã da Santíssima Trindade é que D’us é composto do Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Outros cristãos negam a Santíssima Trindade, todavia acreditam que D’us encarnou naquele que eles consideram como seu filho predileto – Jesus – e que esse, junto com o Deus Pai, formam uma só divindade. Tanto no primeiro como no segundo caso, ambas as visões são incompatíveis com a visão judaica de que qualquer divisão é impossível, mesmo que o cristianismo seja chamado de monoteísta pelo fato dos cristãos acreditarem que a trindade, por mistério divino, forme um só Deus; ou que o Deus Pai e o Deus Filho são, por mistério Divino, um só Deus. A idéia revolucionária do judaísmo é que D’us é Um e somente Um. Essa idéia considera a absoluta unicidade e singularidade de D’us como a primeira e única força criadora. Portanto, para os judeus D’us é o Criador de tudo o que gostamos e de tudo o que não gostamos. Não existe uma força maligna capaz de criar como D’us. O judaísmo vê o cristianismo como um enfraquecimento da idéia da Unicidade de D’us.

Os judeus não têm um grupo de crenças definidas a respeito da natureza de D’us; no entanto, há um debate muito rico e estimulado dentro do judaísmo a respeito disso. Porém, todos os movimentos judaicos rejeitam absolutamente a idéia de que Deus constitui-se de duas, três ou mais partes. Além disso, muitos judeus vêem essa tentativa de dividir D’us como um retrocesso parcial, quase um comprometimento com o conceito pagão de vários deuses. Para o judaísmo isso se constitui em idolatria, atividade proibida na fé judaica.



A VISÃO JUDAICA DE JESUS

Para os cristãos, o princípio central de sua religião é a crença de que Jesus é o Filho de Deus, parte da Trindade, o messias salvador de almas. Para os cristãos ele é a revelação de Deus na carne. Jesus é, em termos cristãos, o Deus encarnado, o Deus em carne e osso que veio à Terra para absorver os pecados dos seres humanos e assim livrar dos pecados todos aqueles que aceitam a sua divindade.

Para os judeus, por mais que Jesus possa ter sido um professor e contador de casos maravilhoso, ele foi somente um ser humano, não o Deus Filho (no máximo, mais um filho de D’us, no sentido metafórico de que todos os seres humanos são filhos de D’us). Na visão judaica, Jesus não pode salvar almas; só D’us pode. Na visão judaica, Jesus não ressuscitou. Na visão judaica, todos somos filhos de D’us, e ninguém pode ser um Deus Filho.

De um ponto de vista judaico, Jesus tampouco absorveu os pecados das pessoas ao ser expiado e crucificado. Para os judeus a única maneira de se remover os pecados é pedindo perdão: os judeus buscam o perdão de D’us pelos pecados cometidos contra Ele; buscam também o perdão das outras pessoas pelo mal que cometeram contra elas. A busca do perdão exige um senso sincero de arrependimento, a busca direta da reparação do mal causado a outra pessoa e a atitude de não cometer este erro novamente no futuro. Os pecados e transgressões são parcialmente removidos por meio de orações (que substituíram os sacrifícios de animais da época do Templo Sagrado de Jerusalém) como um modo de expiar os pecados, mas o principal é buscar corrigir o mal feito a outras pessoas.

Para os cristãos, Jesus substituiu a Lei judaica (1). Para os judeus, os mandamentos (mitsvót) e a Lei judaica (halachá) continuam e continuarão valendo para sempre e jamais serão substituídos.

Para os judeus, Jesus não é visto como o messias. Na visão judaica, o messias é um ser humano que virá em uma era de paz. Poderemos reconhecer a era messiânica quando percebermos que o mundo está absolutamente em paz. Na visão judaica, é notório que isso não aconteceu quando Jesus viveu, e jamais houve paz em qualquer período após a sua morte.

Quando se fala de Jesus como um homem, as opiniões dos judeus variam muito. Alguns o respeitam como um professor ético que aceitava a Lei judaica, como uma pessoa que sequer se via como um messias, que jamais quis iniciar uma nova religião. Em vez disso, Jesus é visto por esse judeus como uma pessoa que desafiou as práticas das autoridades religiosas judaicas de seu tempo. Segundo essa visão, ele queria aperfeiçoar o judaísmo de acordo com o seu próprio entendimento, sem jamais querer romper com o Povo Judeu. Para outros, Jesus distorceu as leis judaicas e semeou a discórdia entre os judeus de seu tempo. Seja qual for a resposta judaica, há um consenso fundamental e irrefutável: nenhum judeu, seja nascido judeu ou convertido ao judaísmo, acredita que Jesus seja o Deus Filho ou o messias.

Para os judeus, o único Deus é D’us; e o Messias ainda está por vir.



LIVRE-ARBÍTRIO E PECADO ORIGINAL

Para o cristianismo a idéia do pecado original assume que as pessoas trazem consigo a mácula do mal desde o nascimento e que não podem remover seus pecados sozinhas, mas somente pela graça que lhes foi oferecida pela morte sob sacrifício de Jesus como expiação por todos os pecados da humanidade. Para os cristãos não há outra forma de salvação a não ser através de Jesus.

Em contrapartida, para os judeus não há a idéia de pecado original. A visão judaica é que os seres humanos não nascem naturalmente bons ou maus. Todo indivíduo tem inclinações boas e más, mas tem também o livre-arbítrio moral para escolher o bem, e esse livre-arbítrio moral para o bem pode ser mais poderoso do que a inclinação para o mal. Na verdade, a ética judaica traz consigo a idéia de que os seres humanos decidem por si mesmos como agir. Isso é assim porque a inclinação para o mal e a possibilidade de pecado inerente à mesma permitem que as pessoas escolham o que é bom e, assim, obtenham mérito moral. A visão judaica não é a que as pessoas estão indefesas diante do equívoco moral e dependem de terceiros para serem salvas. O judaísmo entende que os seres humanos foram dotados de recursos para que sejam capazes de optar pelo bem quando se deparam com uma situação em que há inclinações para o bem e para o mal. Assim, têm a possiblidade de aprender com os próprios erros e evoluir moralmente.



MORTE, CÉU E INFERNO

Em geral os pensadores judeus sempre se concentraram nas maneiras que poderiam levar a uma vida boa na Terra e ao Ticun Olám, ou seja, ao aperfeiçoamento do mundo, deixando as preocupações a respeito da morte e do que vem após a morte para um momento mais apropriado. O judaísmo encara a morte como um fato natural e enfatiza o seu papel de dar um sentido à vida. É claro que as questões relativas à morte são inevitavelmente importantes. O medo da morte, do que irá acontecer com a nossa alma e com as almas das pessoas que nos são queridas, as questões éticas que emergem quando alguém morre injustamente e vários outros temas são discutidos na literatura judaica. Uma vez que D’us é visto como absolutamente justo, as aparentes injustiças no mundo têm levado muitos judeus tradicionais a verem a vida após a morte como uma maneira de refletir sobre a justiça final aplicada à existência humana.

Muitos pensadores judeus tradicionais teceram considerações sobre o modo como os indivíduos seriam recompensados ou punidos após suas mortes. Há poucas e raras descrições da vida após a morte. Os tradicionalistas deram o nome de “Guehenôm” para o local onde as almas são punidas. Muitos pensadores judeus notaram que uma vez que D’us é, essencialmente, pleno de misericórdia e amor, não se deve considerar que a punição será eterna; longe disso - muitas vezes considera-se que esse período, para a maioria das pessoas, dura menos de um ano.

Ao mesmo tempo, há muitos conceitos diferentes de Paraíso: um deles defende que o Paraíso é o local onde nós finalmente entenderemos o verdadeiro sentido de D’us. Ademais, melhor do que pensar em céu e inferno separados é imaginar que há somente uma distância maior ou menor de D’us após da morte. Além disso, a punição poderá ser auto-determinada, ou seja, o indivíduo receberá um sofrimento equivalente àquele que proporcionou enquanto estava vivo. Portanto, o judaísmo não tem uma noção de céu e inferno, com diferentes lugares no inferno para diferentes punições. Em vez disso, prevalece a idéia de que D’us usa a vida após a morte para conceder a justiça definitiva e como uma última oportunidade para que as pessoas predominantemente más busquem algum tipo de redenção final.

O judaísmo não acredita que as pessoas não-judias irão automaticamente para o inferno ou que os judeus irão automaticamente para o céu somente por pertencerem a uma ou outra religião (2). Em vez disso, o que realmente conta é a conduta ética individual. Muitos judeus tradicionais acreditam que o judaísmo fornece o melhor guia para conduzir essa vida ética.



Notas do tradutor

(1) Para os cristãos, arrepender-se do pecado e pedir perdão a Jesus é suficiente para a sua absolvição. Para os judeus, além do sincero arrependimento, é necessário pedir perdão a D’us, à pessoa que sofreu com o erro, reparar o dano causado e comprometer-se a não cometer este erro novamente no futuro, ao viver de acordo com os mandamentos da Lei judaica.

(2) Ou seja, somente o fato de ser judeu não é passaporte para o Paraíso no Mundo Vindouro (após a morte), ou o fato de se ter outra religião não significa que se irá para o inferno.



Créditos:

Texto adaptado do site em inglês www.convert.org com a permissão de Barbara Shair
Tradução: Fábio Lacerda
Edição: Adriana Lacerda e Uri Lam
Adaptação para o judaísmo brasileiro: Uri Lam


http://www.conversaojudaica.org/diferencas.php

Eternidade e o erro na interpretação do "Inferno"

O termo grego traduzido na Bíblia como eternidade é AIWN. Será demonstrado que eternidade, como se nos mostra através da Bíblia, implica em um grande período de tempo. Termos mais próximos, ao português, seriam "era" e "idade", além do clássico "século". Na escatologia judia do primeiro século, o AIWN futuro representava a era por vir, em que o Messias mudaria todas as coisas, enquanto o AIWN presente era o mundo corrompido e cheio de aflições. A partir do substantivo AIWN é derivado o adjetivo AIWNIOS.

Cognatos em outras línguas incluem aeuum (Latim, "periodo de tempo, eternidade") e ayu (Sânscrito, "época, vida"; como em ayurveda). No caso do latim, aetas deriva de aeuum, e significa "idade". O vocábulo em português, "eterno", deriva do latim aeternus, que é uma contração fonética de aeuiternus, derivado também de aeuum. A raiz proto-indo-européia destes termos é *AIW-, "força vital, vida longa, eternidade".

Selecionei uma lista de pontos em que, na Bìblia, o termo AIWN aparece. A lista não é exaustiva; diversos exemplos foram deixados fora, especialmente ao Antigo Testamento. Todos estes exemplos que constam, porém, por um motivo ou por outro, são pertinentes ao estudo do termo. Não é preciso que se verifiquem todos os exemplos no grego; alguns exemplos-chave serão mostrados.

Antes, um aviso aos leitores com pouco conhecimento da morfologia grega: Um mesmo termo em grego pode ser escrito com terminações diferentes. São declinações morfológicas, chamadas de casos, semelhantemente como acontece no Latim e no Alemão. Um caso modifica a parte final da palavra para que ela adquira um posicionamento sintático diferente (de sujeito para objeto indireto, por exemplo, como no caso Dativo), sem, porém, alterar o significado da palavra. Grosseiramente falando, existem no grego quatro casos:

Nominativo, Genitivo, Acusativo e Dativo (o Ablativo, o Locativo e o Instrumental não são casos morfologicamente distintos dos demais; e o Vocativo é irrelevante para este substantivo).

Então, por exemplo, AIWN significa "eternidade" (nominativo, singular), mas AIWNWN significa "das eternidades" (genitivo, plural). Geralmente no dicionário se encontrará a palavra no Nominativo singular e seguida do Genitivo singular.

Declinação de AIWN:
Nominativo: sing. AIWN, pl. AIWNA.
Genitivo: sing. AIWNOS, pl. AIWNWN.
Acusativo: sing. AIWNA, pl. AIWNAS.
Dativo: sing. AIWNI, pl. AIWSIN.

Antigo Testamento (Septuaginta): Êxodo 15:18; Deuteronômio 5:29; 12:28; 28:46; Josué 8:28; Neemias 9:5; Provérbios 8:23; Eclesiastes 3:11; Isaías 26:4; 32:14; 32:17; 34:9,10; 45:17; 46:9; 51:9; 60:21; 63:9; Jeremias 7:7; Lamentações 3:6; Daniel 2:20; 7:18; Malaquias 1:4.
Novo Testamento: Mateus 28:20; Marcos 3:29; 10:30;11:14; Lucas 1:33,55,70; 18:30; 20:34,35; João 4:14; 6:51,58; 8:35,51,52; 9:32; 10:28; 11:26; 12:34; 13:8; 14:16; Atos 3:21; Romanos 1:25; 9:5; 16:27; 1 Coríntios 2:6-8; 8:13; 10:11; 2 Coríntios 4:4; 9:9; 11:31; Gálatas 1:4,5; Efésios 1:21; 2:7; 3:9,11,21; Filipenses 4:20; Colossenses 1:26; 1 Timóteo 1:17; 2 Timóteo 4:18; Tito 2:12; Hebreus 1:8; 5:6; 6:5; 6:20; 7:17,21,24,28; 11:3; 13:8,21; 1 Pedro 1:25; 4:11; 5:11; 2 Pedro 3:18; 1 João 2:17; 2 João 1:2; Judas 13, 25; Apocalipse 1:6,18; 4:9,10; 5:13; 7:12; 10:6; 11:15; 14:11; 15:7; 19:3; 20:10; 22:5.

É fácil perceber que as mais diversas versões em português, em qualquer passagem bíblica, nunca fogem às seguintes traduções para AIWN:
- Tempos anteriores à Criação (Provérbios 8:23).
- Passado longínquo (Lamentações 3:6 - certamente aqui não cabe o conceito moderno de eternidade).
- Uma época humana (Jeremias 7:7).
- Dois períodos consecutivos (Daniel 2:20).
- O nosso atual período (2ª Coríntios 4:4).
- O mundo vindouro (Lucas 20:35).
- Os futuros (Daniel 7:18).
- Eternidade (Gálatas 1:5).

Polissemia? Provavelmente não. A mudança semântica, se houve, provavelmente ocorreu depois da confecção do Novo Testamento grego, e existe uma expressão bíblica que prova isso muito bem. Essa expressão ocorre diversas vezes em Apocalipse (ex: 7:12), mas também em outras partes do Novo Testamento, como em Paulo.

EIS TOUS AIWNAS* TWN AIWNWN**
Ou seja: "pelos séculos dos séculos", "durante eras dentre as eras", "de geração em geração" (sintetizado como "eternamente" em algumas traduções).

* Acusativo plural.
** Genitivo plural.

Se a mudança semântica (de era/época/período para perpetuidade) já estivesse concreta na época em que o Novo Testamento foi confeccionado, tal expressão simplesmente não faria sentido, assim como seria hoje em dia dizer "os infinitos dos infinitos". O que esta expressão quer expor é, através de um semiticismo (como em Rei dos reis, Senhor dos senhores, Santo dos santos), a idéia de perpetuidade. Se AIWN pudesse realmente ser "perpetuidade", os autores do novo testamento escreveriam a palavra uma única vez, e no singular, não duas vezes no plural!!

No hebreu, a expressão é OLAM, e significa, dentro do contexto bíblico, a mesma coisa. Digo isso porque OLAM e AIWN são termos de origens distintas. No paradigma semítico, uma "era" representa simplesmente um período de tempo, enquanto no paradigma indo-europeu, uma parte de um ciclo. Embora escrevessem e pensassem em grego, os autores do Novo Testamento em todo tempo se voltavam ao conceito primitivo semítico, conforme as escrituras do Antigo Testamento lhes ensinavam.

A este respeito, as passagens a ser observada talvez seja, tanto no grego da Septuaginta quanto no hebreu da Tanakh, sejam Êxodo 21:6; Deuteronômio 15:17; 1 Samuel 27:12.

Eternidade, portanto, é etimologicamente um período de tempo indeterminado (mas não necessariamente sem fim). Quando os humanos, no Éden, são incitados a comerem e viverem para sempre (Gênesis 3:22), significa dizer que viveriam indefinidamente. Quando Samuel é entregue eternamente (1 Samuel 1:22), implica em dizer que seu ministério dura vitaliciamente, ou seja, não tem fim pre-determinado (ver também 1 Samuel 20:15; 2 Samuel 3:25). O rei certamente não vive para sempre (Salmos 20:4,5). Quando o salmista afirma que louvará ao Senhor para sempre, significa dizer que louvará ao Senhor por todo o tempo que viver (Salmos 30:12).

Não é muito diferente de como nos expressamos na língua portuguesa. Na Bíblia, para sempre tem fim: Isaías 32:14,15!

Isso não significa, por exemplo, que por Deus ser eterno (Gênesis 21:33) ele terá um fim. A expressão usada para qualificar a longevidade de Deus é aquela já mostrada acima: pelos séculos dos séculos, de eternidade em eternidade (Apocalipse 7:12). Ou seja: Deus vive durante uma eternidade, vive a próxima, vive a que vem depois, e assim por diante. Muita coisa, porém, como foi mostrado, é eterna, mas tem fim. A eternidade está associada à permanência da coisa, não à sua indestrutibilidade. Já viu o filme do Highlander? É a mesma coisa.


Consequências escatológicas

Este conceito reconstruído de eternidade quebra completamente o dualismo clássico paraíso-condenação, originalmente inexistente no Judaísmo. Nesta religião não existe a idéia de que após a morte os justos são enviados ao Paraíso e os condenados ao Inferno (bem como outros lugares intermediários); tal doutrina é parte da escatologia católica. Pelo judaísmo primitivo, finda a vida após a morte (Jó 3:11-19; 7:7-10; 10:18-22; 11:20; 14:10-14; 17:16; Salmos 115:17; Eclesiastes 6:1-5; 9:1-10); somente após influência helenística houve abertura do judaísmo para uma crênça em vida após a morte (4 Macabeus 13:17; 18:23; Sabedoria de Salomão 9:14,15; 15:8; 16:14). De fato acreditar que após a morte cada indivíduo é direcionado ao seu destino contradiz a idéia de Ressurreição dos Mortos do judaísmo.

Originalmente, o Inferno (Seol, Hades) é a sepultura, o subsolo (Números 16:33; Filipenses 2:10). Estejam conscientes ou não os mortos no Hades, ele não é um lugar de fogo, enxofre e espectros torturados. É apenas o destino final da vida (Atos 2:27,31). O paralelismo judaico sempre associa morte ao inferno: 2 Samuel 22:6; Salmos 18:5; 55:15; 116:3; Provérbios 5:5; 7:27; Isaías 28:15,18; Oséias 13:14; Habacuque 2:5; Apocalipse 1:18; 20:13,14.

Estes dois últimos versículos são altamente significativos; mostram o Inferno e a Morte sendo jogados no lago de fogo e enxofre.

Na Bíblia em grego, há duas palavras principais que são traduzidas como 'Inferno'. São 'AiDES (Hades) e GEENNA (Gehenna). Enquanto a primeira é traduzida simplesmente como 'Inferno' (Mateus 16:18), a segunda aparece algumas vezes como 'fogo do Inferno' (Mateus 5:22; Marcos 9:43). A origem do segundo termo é amplamente conhecida: havia um vale próximo a Jerusalém, o vale do filho de Hinom ("Gehinom"; Josué 15:8; 2 Reis 23:10; Jeremias 7:31,32; 32:35). Neste vale, pais sacrificavam seus filhos no fogo, em culto a Baal-Molek (Moloque), uma divindade fenícia, em um "alto" (santuário pagão). Esta imagem foi usada no Novo Testamento para exemplificar a condenação dos pecadores. Neste tópico, reconheceremos como Inferno o Hades, enquanto 'Geena' será conhecido por este nome.

Cristãos como Tertuliano (sécs. II e III; "Tratado sobre a alma", "Sobre a ressurreição da carne"), Hipólito de Roma (séc. III d.C.; "Contra Platão"), Victorino (sécs.III e IV d.C.; "Comentário ao Apocalipse de São João") acreditavam que o Hades era um lugar de espera para tanto os justos quanto os injustos. A região destinada aos justos seria chamada de "Seio de Abraão". Em obras como as de Platão (sécs. V e IV a.C.), anteriores ao helenismo, já existia a idéia, no imaginário grego, de que após a morte justos iam para uma ilha de alegria, enquanto os injustos eram acrisolados por certas torturas, até que pudessem se purificar. Aliás, o já citado Tertuliano, na obra "Tratado sobre a Alma", capítulo 54, faz referência ao Hades de Platão na obra Fedo. No capítulo 55, Tertuliano interpreta Apocalipse 6:9 como sendo uma referência de que apenas os mártires tinham acesso direto ao Paraíso. Segundo ele, a chave do paraíso é o sangue do próprio cristão.

Já no capítulo 58, ele é taxativo em afirmar (concordando com Hipólito): todos esperam no Hades a ressurreição dos mortos (excetuemos os mártires).

Não cabe decidir se estavam errados ou não acerca de suas concepções de Inferno (embrião do conceito católico de Purgatório, desenvolvido por outros autores); anote-se, porém, que a concepção dominante de 'Inferno' demorou para se solidificar. O próprio Tertuliano admite influência pagã por parte dos escritos de Platão, embora ele seja mais seletivo, rejeitando, por exemplo, o Hades de Homero.

Que diz a Bíblia a respeito de Hades e Geena?

HADES
- A Bíblia ensina que a Igreja de Cristo venceria o Inferno (Mateus 16:18).
- A Bíblia ensina que é possível abater uma cidade até o Hades (Mateus 11:23; Lucas 10:15).
- A Bìblia ensina que a alma de Cristo não foi abandonada no Hades (Atos 2:27,31)
- A Bíblia ensina que o Inferno (juntamente com a Morte) será jogada no Lago de Fogo, logo antes dos mortos do mar e do inferno e da própria morte serem jogados fora (Apocalipse 20:13,14).
- A Bíblia ensina que Jesus tem as chaves da morte e do Inferno (Apocalipse 1:18). Se isto implica em um inferno geográfico, certamente implica em uma morte geográfica.

Até aqui, nenhum ensinamento acerca da infinitude da condenação..


GEENA
- A Bíblia ensina que o Geena é um tipo de condenação para pecadores (Mateus 5:22; 23:33)
- A Bíblia ensina que o corpo (não a alma exclusivamente) é lançada no Geena (Mateus 5:29,30; 10:28).
- A Bíblia ensina que quando o corpo e a alma são jogados no Geena, são destruídos. O verbo empregado é APOLLYMI ("destruir"), e se encontra no infintivo aoristo, ou seja: uma destruição pontual, não um processo de torturamento (Mateus 10:28).
- A Bíblia diz que o fogo do Geena é AIWNIOS (Mateus 18:8,9; 25:41).
- A Bíblia ensina que no Geena o verme não morre e o fogo não se apaga (Marcos 9:42-50; cf. Isaías 66:22-24).

Até aqui, novamente, nenhuma parte ensina que a condenação não tem fim.

A passagem-chave usada pelos fundamentalistas para defender a existência de uma condenação sem fim é Mateus 25:46 (continuação de Mateus 25:41, já citado). O complemento nominal usado tanto para condenação quanto para a vida é AIWNIOS, que é um adjetivo derivado de AIWN. Mas já foi demonstrado com diversos exemplos que AIWN não retrata uma eternidade sem fim, mas uma eternidade finita.

Surge então, a questão: Se a condenação eterna tem fim, então a vida eterna tem fim?

A resposta talvez esteja em Lucas 1:33. Deste versículo aprendemos duas coisas importantes:

a) Que ser eterno e ser temporalmente infinito são coisas distintas. Se fosse diverente, não haveria conectivo por conjunção.
b) Que o reino de Cristo não terá fim. Se o reino não terá fim, e os cristãos são o Reino de Deus (pela perspectiva do próprio Lucas: 17:21; 19:12), é fácil deduzir que mesmo depois de findo o AIWN de Cristo (2 Pedro 1:11), Deus continuará a reinar (1ª Coríntios 15:23-28). Não morreremos depois porque a morte terá sido aniquilada (1ª Coríntios 15:51-55; Apocalipse 21:3-5).

Difícil é imaginar como não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, se a condenação é para sempre. Portanto, o Hades é o estado (lugar?) do indivíduo após a morte. Geena é uma condenação futura, depois do retorno messiânico de Cristo. Por esta condenação passarão aqueles que não foram achados dignos, mas esta condenação durará 'uma era'. É difícil saber se é a isto que Paulo se refere em 1ª Coríntios 3:15.

Quais os critérios usados por Deus para admissão? Não sei.
Sabemos que aqueles que não ouviram a palavra de Deus e a rejeitaram, pisando as boas novas, já estão condenados (João 3:18,19; 12:47,48). Com relação aos que nunca ouviram o Evangelho, ou que viveram antes dele, não há como responder.

Há muitos exemplos de como "fogo eterno" não significa continuar sofrendo indefinidamente.
Compare Apocalipse 14:10,11 a todas as seguintes passagens:
- Josué 8:28 (AIWN).
- Isaías 34:9,10 (AIWN); 66:22-24.
- Judas 7 (AIWNIOS).
- Apocalipse 19:3 (AIWN).

Duas passagens que provam também cabalmente como AIWNIOS mantém o significado de AIWN, da mesma forma que "lunar" mantém o significado de "lua", são 2 Timóteo 1:9 e Tito 1:2.


Gyordano Montenegro Brasilino, cristão.

http://cristianismopuro.blogspot.com/2008/04/o-eternidade-e-o-erro-na-interpretao-do.html

Budismo...

http://www.acessoaoinsight.net/

O que vocês acham mais importante, aprender italiano ou francês?

Bom dia, eu gostaria de saber que língua é mais importante para aprender: o italiano ou o francês?

Eu já falo inglês e espanhol, e gostaria de aprender mais uma língua, portanto me respondam qual dessas duas é mais importante.

Melhor resposta - Escolhida por votação

Oi Tomás,

Passei pela mesma duvida há 4 anos atrás: eu já falava inglês e espanhol e queria aprender mais uma lingua e fiquei na duvida entre italiano e francês.

Te digo que a minha estoria foi ironica: eu decidi pelo francês, porque é falado por um numero muito maior de países (33 oficialmente) do que o italiano, (http://en.wikipedia.org/wiki/Francophoni…
Enquanto o Italiano só se fala na Italia e alí em volta (uma parte da Suiça, da Croacia, da Slovenia e em paises que pra mim é como se fossem parte da Italia: San Marino e Vaticano.
Detalhe: trabalho com relações internacionais, na época essa dúvida era compartilhada por mais 3 colegas de trabalho, e convenci todos eles a fazer francês junto comigo.
Estudamos juntos durante 1 ano e meio, e depois disso adivinha o que aconteceu? Recebi uma proposta para trabalhar numa empresa italiana! ahahahaha Literalmente paguei pela boca... aceitei a proposta e tive que largar o francês e correr pra aprender italiano.

Aprender as duas linguas será facil pra você, pois será sua quarta lingua, e sendo as duas originarias do Latin, assim como espanhol e portugues, que vc já fala, fica muito mais fácil.

Agora te digo o que eu acredito que seja a vantagem de cada uma:

Francês é sem duvida mais util, pois além dos países que oficialmente falam francês, em toda a Europa, Oriente Medio e Africa você encontra pessoas que "arranham" francês e não falam inglês (os italianos são um ótimo exemplo! é mais fácil achar um que fale francês, porque eles aprendem no colégio, do que achar um que fala inglês, experiência propria!).

As vantagem do italiano são duas: é a lingua mais bela do mundo, e isso é oficial! :) Sabia?
Um pouquinho de historia, pra ilustrar, e vc não achar que eu sou maluca: no século 14, quando a maioria dos países europeus definiu qual seria o seu idioma oficial, todos escolheram o dialeto mais falado na época. Então, o que era o dialeto madrileño virou o que hoje chamamos de espanhol, o dialeto parisiense virou o francês, e aí por diante com toda a Europa... menos na Italia.
Como nessa época a Italia era reconhecidamente o país da arte, beleza, poesia, cultura, etc, (e continua sendo) eles escolheram o idioma que era simplesmente "o mais bonito"! Não é o máximo? :) Então o que hoje conhecemos como italiano era originalmente o que se falava em Florença, e a referencia oficial é que foi o dialeto com o qual Dante Alighieri escreveu a famosa Divina Comedia.

A outra vantagem do italiano é que é muito fácil de aprender pra quem tem a base latina. A razão bem simples: o italiano é a UNICA lingua do mundo que você fala EXATAMENTE como se escreve. E se você decidir pelo italiano você vai ver o quanto isso facilita!! É incrivel! Pensa que se um espanhol acha a lingua portuguesa confusa e poluida, um italiano acha a lingua espanhola confusa e poluida! Ou seja: italiano é uma lingua muito limpa, muito simples, em 1 ano vc já está lendo tudo e se virando bem pra falar. O francês já tem uma gramatica bastante complicada... muitos sons que a gente não está habituado, então pra você falar alguma coisa demora mais.

Então, pra concluir toda a explicação, meu humilde conselho pra responder a sua pergunta é o seguinte: se você está procurando mais utilidade, opte pelo francês, sem duvida.
Se está procurando apenas se divertir, expandir seus horizontes, cultura, historia (não que o francês não expanda, mas nada se compara com a Italia em termos de historia, certo?), e se quer estar falando um novo idioma em 1 ano, opte pelo italiano.

Espero ter ajudado!

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090428150739AA54XTu

Putumayo



http://www.putumayo.com/en/

Tutorias de Photoshop



http://www.tutoriaisphotoshop.net/

Casa e Jardim




http://revistacasaejardim.globo.com/

englishexperts



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Embaixada da Alemanha



http://www.brasilia.diplo.de/Vertretung/brasilia/pt/Startseite.html

A Lavagem Cerebral e o Golpe da Herbalife.



LEIA COM ATENÇÃO ANTES DE PROSSEGUIR
Este alerta tem por objetivo evitar que cada vez mais pessoas caiam no terrível e desgraçado golpe chamado Herbalife.



Se você nunca se envolveu com a Herbalife, que isso lhe sirva de alerta para que você não tenha a infelicidade de cair nessa armadilha. Espalhe esse alerta para todos que você ama pois, como uma doença ou como drogas, o golpe começa escondido e afeta toda a família de forma silenciosa e destruidora.



Se você já trabalha com a Herbalife, tenho muito pesar por você, pois muito provavelmente você não acreditará em nada que vou dizer, justamente devido à eficiente programação que fizeram em sua mente. Você realmente acredita que está fazendo o melhor negócio de sua vida e com a melhor empresa do mundo. Sei disso por que já pensei como você.



Se você tem algum parente ou amigo que está pensando em trabalhar com a Herbalife, não se omita! Avise-o enquanto é tempo e faça-o ler esse artigo.



PREFÁCIO:
Quem já não recebeu algum daqueles convites insistentes, oferecendo a oportunidade para trabalhar em uma empresa multinacional, que busca líderes, que não se trata de vendas, na qual você poderá trabalhar em casa e ganhar muito dinheiro? Normalmente não diz o nome da empresa e nem do que se trata. Porque será? O que é isso afinal?



TUDO ISSO FAZ PARTE DE UM GOLPE SUJO, MALÉVOLO, MUITO BEM PLANEJADO E QUE CONTINUA EM AÇÃO.



Antes de iniciar gostaria de dar alguns esclarecimentos:

* Primeiramente me desculpar pelos meios que estou utilizando para divulgar esse alerta, usando a internet, e pelos e-mails em massa (spam), pois percebi que teria que utilizar as mesmas armas sujas que essa corja de lobos usa para alcançar suas vítimas. Estou usando exatamente os mesmos programas e listas de e-mails que eles me deram e ensinaram a usar. Além disso não tenho recursos para divulgar isso por jornais ou TV, justamente porque esses malditos me levaram tudo, dinheiro, família, sonhos, dignidade, tudo.


* Estou fazendo disso um ato de cidadania e utilidade pública, pois é meu dever alertar aos cidadãos de todo o Brasil sobre esses bandidos engravatados, que roubam e pilham impunemente, tendo por fachada o que chamam de Oportunidade de Negócio da Herbalife. Cuidado! Eles podem estar mais perto de você e de sua família do que você imagina.


* Em segundo lugar, quero deixar claro o porquê de eu não me identificar. A liderança dos distribuidores da Herbalife, formados pelo que eles chamam de “presidentes” e “milionários”, é uma verdadeira máfia, organizada e poderosa. Já fui ameaçado várias vezes por essas pessoas apenas pelo fato de contar minha história para pessoas mais próximas. Imagine então agora, que estou expondo tudo isso publicamente. Preciso tentar preservar minha integridade física e de minha família. Tomei inclusive medidas preventivas para, caso me aconteça alguma coisa, que os motivos fiquem públicos, e os nomes dos que já me ameaçaram sejam devidamente relatados às autoridades.


* Também quero esclarecer que não estou atacando o sistema MLM, também conhecido como marketing multinível ou marketing de rede. Nesse ramo, como em qualquer ramo de negócios, existem empresas desonestas, mas também empresas sérias que não se valem de táticas desonestas ou duvidosas para se enriquecer às custas dos distribuidores.


* E finalmente quero deixar claro que não tenho nada contra os pobres distribuidores iludidos, nem contra os produtos fabricados pela empresa Herbalife, nada contra sua qualidade, e nada a dizer sobre sua eficácia. Recomendo até que, se puder, compre um produto, mas só no intuito de ajudar mais uma vítima desse golpe a recuperar parte de seu prejuízo. Apesar que o prejuízo social, em geral, é irreparável.

Você deve estar se perguntando – “Mas se isso é tão sério, como que ninguém expôs essa sujeira toda antes?”. A resposta é simples. São dois os principais motivos. O primeiro é que a estratégia é tão bem feita que o final, a vítima acredita sinceramente que a culpa foi dela mesma, que ela é que fez algo de errado e por vergonha de seu fracasso ou de sua ingenuidade, prefere nunca mais falar no assunto. E o segundo motivo é porque a empresa e as lideranças se expõe o mínimo possível e por isso não são um foco de interesse para a justiça ou para a imprensa.



DO QUE SE TRATA AFINAL ESSE NEGÓCIO DA HERBALIFE?
A princípio o negócio da Herbalife é alardeado como sendo a maior oportunidade do mundo, onde qualquer pessoa, de qualquer idade e formação, pode ficar rico com a comercialização de produtos nutricionais de alta qualidade, bastando ser ensinável e seguir um sistema ao mesmo tempo simples e infalível, tudo isso sem interferir em seu trabalho atual.



Na verdade tudo isso é uma grande mentira formada por pequenas verdades, agrupadas de forma astuta.



Quer ter uma amostra? Se você já teve contato com qualquer material promocional da Herbalife você irá notar um uso acima da média da palavra “pode” e suas variações.
Exemplos:

* Você poderá alcançar sua independência financeira.
* Você poderá melhorar sua saúde com os produtos.
* Você poderá perder até 10kg em um mês.
* O produto pode auxiliar na redução do colesterol.
* Você pode ficar rico!

Isso não passa de uma velha tática utilizada pela empresa, e que a tem livrado da acusação de propaganda enganosa por muitos anos, simplesmente por colocar uma margem imprecisa de dúvida nas frases. Dessa forma a Herbalife não precisa garantir nada do que diz. Afinal tudo “pode ser”, como “pode não ser”.



Da mesma forma podemos dizer: Você pode ganhar na loteria. Você pode morrer amanhã ou daqui a 80 anos.



AS CHANCES SÃO MÍNIMAS
Em termos estatísticos, “é mais fácil você ganhar na loteria do que ganhar dinheiro de verdade na Herbalife!”,é fácil comprovar isso. Nos últimos oito anos surgiram cerca de 20 “presidentes” (nível topo da Herbalife no Brasil), enquanto na loteria, no mesmo período, mais de 2000 pessoas ganharam os prêmios máximos. Isso quer dizer que é 100 vezes mais fácil ganhar na loteria do que se dar bem na Herbalife.



Infelizmente o público ignora essa palavra “pode”, simplesmente por não ter impacto negativo suficiente para mostrar o seu verdadeiro significado, que seria exatamente “as probabilidades são mínimas”.



Outra palavra que eles usam e abusam é “preconceito”. Dirão pra você que as pessoas tem “preconceito” da Herbalife e que as acusações de fraude são apenas boatos. Vale destacar como os distribuidores (todos) usam a palavra. Chega a ser engraçado. Eles falam bem separadamente “pré .. conceito”, imitando milimétricamente seus líderes e demonstrando mais uma vez que realmente estão sendo “adestrados”.



Além disso, é passada uma mensagem clara e poderosa de que você não deve dar ouvidos a quem tentar lhe avisar do golpe. Veja esse texto que foi retirado de um dos websites da Herbalife, e que é constantemente repetido ao final dos treinamentos “Cuidado com os Ladrões de Sonhos. Sabe quem são eles – amigos e parentes que lhe dão conselhos, sem você ter pedido, sobre sua escolha de carreira, suas finanças e sua vida. Acredite em você! Não permita que os destruidores de sonhos deixem essa oportunidade longe de você.”



Que absurdo! Parece papo de traficante, dizendo para o cliente esconder seu vício da família! Acho que agora você já está começando a entender. Mas tem muito mais sujeira de onde saiu essa. Você verá como os verdadeiros destruidores de sonhos, vidas e famílias são exatamente eles mesmos!



UM POUCO DE MINHA HISTÓRIA
Sou engenheiro civil, formado pela UFRJ, com mais de 10 anos de carreira. Minha especialização em estruturas metálicas e de concreto armado me garantiu sempre uma boa posição profissional e respeito dos colegas. Possuía um bom emprego, casa própria, carro do ano, uma boa poupança, família com esposa e dois filhos. Era um ótimo estilo de vida, inalcançável à maioria dos brasileiros. Nada do que reclamar.



Mas, por mais duro que seja para nós admitirmos, existem em todos nós os vírus da ambição e da preguiça. Sinceramente falando, quem não quer ganhar mais e trabalhar menos (ou pelo menos trabalharmos apenas no que gostamos).



Por isso sempre fiquei atento a oportunidades de negócios, franquias, pois tinha em mente ter uma atividade paralela para garantir uma segunda forma de renda. Se fosse um negócio da china, melhor ainda.



O CANTO DA SEREIA
A maioria das pessoas são atraídas para a Herbalife pela internet, através de sites camuflados, que veremos mais à frente. Eles não dizem o nome da empresa e nem do que se trata o negócio, normalmente se entitulam com nomes pomposos como WorkVip, STC, Gold Life, Sistema Trabalhe em Casa, SMD, e muitos outros disfarces. Isso tudo tem um motivo e mais tarde ensinarei a identificar esses sites malditos que poluem a internet e que entopem nossa caixa postal com sua propaganda enganosa.



Da mesma forma fui atraído por um desses sites, mas não consegui saber de forma alguma sobre o que se tratava o negócio. Pra isso eu tinha que comprar algo chamado “pacote de decisão”. Movido pela curiosidade decidi desembolsar cerca de R$50,00 para saber qual era esse negócio tão maravilhoso.



Recebi um pacote que trazia alguns folhetos e um vídeo que mostrava pessoas bem sucedidas dizendo estar ganhando dinheiro, que era o negócio do século. Muita informação teórica mas ainda não me falavam o nome da empresa e nem como tudo funcionava. Nesse ponto eu tinha que solicitar o restante do material, que já estava incluso nos R$50,00 que paguei no início. Até então você não tem como contactar ninguém. Não há nem um e-mail para responder perguntas. Tudo proposital. Tudo escondido.



Isso é uma jogada psicológica, cria ansiedade e faz a pessoa desejar mais ainda participar dessa mágica que fez aquelas pessoas ficarem ricas e felizes. Só na segunda parte do material é que é apresentada a empresa, e a essa altura você já está convencido de que tudo é tão bom que até esquece tudo que possa eventualmente ter ouvido sobre a Herbalife e seus problemas.



Além disso, como você já gastou dinheiro, você decide “ir em frente pelo menos pra recuperar o que já gastei”. Foi o que fiz.



Só aí, quando você já está “amaciado” e é presa fácil é que a primeira pessoa de carne e osso aparece. Fui contactado pelo meu “patrocinador”, ou como alguns dizem, meu “mentor”, que iria me orientar em meus passos na empresa. Fiquei sabendo que precisava adquirir um kit de inscrição (esse sim fornecido pela Herbalife) que custava “apenas” R$120,00 e que era meu “ingresso na empresa”. Além disso, se eu realmente quisesse ter sucesso precisaria participar de um STS, que custava mais R$120,00 por pessoa. Para levar minha mulher e dois filhos gastei nada menos do que R$380,00.



Somando-se ao que gastei no tal pacote de decisão, no kit de inscrição e no treinamento, só pra conhecer por completo do que se trata o negócio eu já havia gasto R$550,00 e me achava o cara mais sortudo da terra. Eu nem havia começado nada na prática.



(Note como isso é uma mina de ouro, não para nós é claro. Por mais que digam que esse material inicial não tem fins lucrativos esse dinheiro vai pra algum lugar, pois do meu bolso eu sei que saiu. Cada 100 distribuidores representam nada menos do que R$55.000,00 só nessas despesas iniciais para se conhecer o negócio)



ENVOLVIDO, FISGADO E FORA DE CONTROLE
Em pouco tempo eu estava completamente envolvido, vendi um de meus carros para comprar um estoque enorme de produtos e me tornar supervisor, pois meu “mentor” garantiu que isso era a melhor forma de garantir o sucesso rapidamente. Passei a tentar vender os produtos e recrutar novos distribuidores. Não é impossível fazer essas duas coisas, mas é extremamente desgastante.



Fiquei tão enfeitiçado com a Herbalife que passei a assediar as pessoas de meu círculo de relacionamento com esse assunto o tempo todo. Eu respirava Herbalife.



Eu tinha certeza de que o mundo todo estava errado e que meus parentes e amigos eram “cegos” por não enxergarem as maravilhas dos produtos e as vantagens da oportunidade de negócios da Herbalife. Afinal eu estava convencido de que estava lutando por um mundo melhor, que estava trabalhando para a melhor empresa do mundo, que tinha os melhores produtos e a melhor oportunidade de sucesso. Na prática, dinheiro que é bom, até ganhava, mas era menos do que eu tinha que gastar para manter a atividade. Ou seja, estava tendo prejuízo e gostava.



LADEIRA ABAIXO
Toda a credibilidade que desenvolvi durante anos de carreira e convívio social começou a ser destruída, passei a ser evitado pelos amigos e parentes. Já era conhecido como “aquele chato da Herbalife”.



Não é difícil concluir as conseqüências que isso trouxe à minha vida social e profissional. Passei também a ser evitado nos projetos mais importantes, pois todos notavam que minha cabeça estava só na Herbalife.



Quando perdi meu emprego, ainda fui arrogante o suficiente para dizer a todos que “melhor assim, pois agora poderei me dedicar 100% a Herbalife”. Imaginei que agora sim, trabalhando em tempo integral, meu sucesso seria astronômico. Só que eu já estava trabalhando a tempo integral e não sabia, pois falava de Herbalife no trabalho, nos passeios, com a família. Ao perder o emprego não ganhei nenhum tempo adicional para a Herbalife e não tive nenhum incremento no ritmo de meus trabalhos.



Meus gastos mensais com Herbalife eram enormes, e por mais que eu ganhasse algum dinheiro com a Herbalife, tudo ia para continuar girando o negócio. Só com o STS, panfletos, anúncio em jornal, internet, telefonemas e gasolina eu gastava cerca de R$2000,00 por mês, tudo com a Herbalife.



Eu seguia rigorosamente as “receitas” passadas pelas lideranças para “fazer o negócio do jeito certo”, afinal eles mesmos dizem que basta ser ensinável e não inventar nada, pois o sistema já era comprovadamente eficaz. Fiz o tal do plano de 90 dias no qual você tem metas a alcançar em termos de “fazer contatos” durante três meses. Segui à risca mas os resultados foram aquém do esperado. Repeti o plano com novas ferramentas e com orientação dos “experts”. Os resultados continuaram decepcionantes. Mas segundo eles “quem quiser ser um vencedor tem que ser persistente e consistente”.



Minha esposa estava preocupada, mas confiava em mim, mesmo quanto comecei a utilizar a nossa poupança e os cartões de crédito para custear as despesas da casa, pagar as contas e prestações, pois todo o dinheiro da Herbalife era “comido” pelo próprio negócio.



PERSISTINDO NO ERRO
Eu mostrava feliz para meus amigos os cheques de mais de R$1000,00 que eu recebia da Herbalife, eram os royalties, que são comissões referente à movimentação de outras pessoas que eu atraía para a armadilha. Com esses cheques eu atraía mais pessoas para a Herbalife, mas eles não sabiam que para ter aquele cheque eu gastava muito mais do que aquilo. Era uma ilusão e eu mesmo me recusava a ver.



Eu achava que todas essas despesas seriam ninharia quanto eu estivesse ganhando muito dinheiro na Herbalife. Mas foi aí que começou a se revelar para mim que para ganhar dinheiro na Herbalife você deve entrar em sintonia com um sistema corrupto e golpista.



Meu patrocinador era uma excelente pessoa, que como eu foi enfeitiçado pela Herbalife. Fiquei chocado quando ele saiu da Herbalife exatamente quanto se tornou GET, que é um nível privilegiado na Herbalife. Na época ele ficou muito deprimido e não quis comentar o assunto, mas disse que um dia eu entenderia.



ALGO CHEIRAVA PODRE
Quanto eu me tornei o que eles chamam de “equipe mundial” algumas coisas já começaram a aparecer. Nesse ponto você passa a ter treinamentos onde as coisas vão ficando mais claras. Você começa a saber que o sistema sobrevive às custas do dinheiro dos distribuidores, se eles vendem ou não o produto é um mero detalhe, problema deles, o importante é que comprem, estoquem, joguem no lixo se quiser.



Nas reuniões cansei de ouvir a liderança dizer que “nesse evento temos que convencer as pessoas a fecharem supervisão…” (que corresponde a comprar R$9000,00 em produtos) “…pois isso nos garantirá quase R$1000 de comissões”, ou então “precisamos convecê-los a trazer pelos menos 5 pessoas no próximo evento” ou ainda “temos que mexer com o sonho das pessoas, desse jeito a gente os convence a vender até a mãe”. Essas pérolas saíram das bocas dos digníssimos presidentes da Herbalife.



Começava a ficar claro que esse é um negócio exploratório, mas por incrível que pareça você continua a se enganar e achar que os meios justificam os fins. A maioria dos distribuidores que não fazem parte da liderança realmente acreditam que estão oferecendo algo de bom para o mundo.



A REVELAÇÃO
Quanto cheguei a GET eu entendi o que aconteceu com o meu “mentor” e o que fez com que ele saísse da Herbalife, pois nesse ponto você passa a ter acesso à maioria das verdades até então disfarçadas ou distorcidas.



Nas reuniões das equipes “TAB”, que é como são chamadas as lideranças da Herbalife, não é raro ouvir termos do tipo “fazer os trouxas soltarem o dinheiro” ou “transformá-los em Herbalóides” ou então “se o cara não tiver mesmo mais dinheiro então livre-se dele”. Isso tudo mostra que a Herbalife não é uma oportunidade para as pessoas melhorarem de vida e ganharem dinheiro, e sim para as pessoas que tem algum dinheiro, mesmo que de suas economias, injetarem tudo na Herbalife. Não importa se isso será bom pra elas ou não.



Quando isso é revelado a uma pessoa que chega a GET, o que ela fará dai por diante depende do tipo de pessoa que ela é, e pude perceber que nesse sentido existem três tipos de pessoas:

1. Pessoas que tem um mínimo de moral suficiente para perceber que tudo isso não passa de um golpe sujo e que se ela quiser continuar com isso terá que se envolver com essa sujeira toda. Normalmente essas pessoas entram em depressão, conflitos morais, indignação e finalmente acabam abandonando a Herbalife. Foi exatamente o que aconteceu com o meu “mentor”. Para a liderança isso é ótimo, pois toda a equipe do “desertor” passa a ser da pessoa que está acima na hierarquia. Cada um que deserta nesse ponto deixa algumas dezenas de substitutos que ele mesmo atraiu, por isso a perda é mínima para a liderança e para a Herbalife.


2. Pessoas que, como a do tipo 1, também tem um mínimo de honestidade, não querem fazer nada ilícito, mas se enganam, fazem vista grossa, procuram justificar-se perante aos outros e a si mesmas dizendo que essas coisas acontecem apenas raramente, que não é bem assim, e dessa forma continuam seus negócios na Herbalife de uma forma morna.


3. Pessoas gananciosas e imorais, que não se importam se o sucesso claramente depende da desgraça de muitos outros, inclusive amigos, parentes, colegas, pessoas honestas, tanto faz. Nada mais importa, contanto que possam botar as mãos em sua fatia do bolo. Alguns desses ratos são os que eventualmente se tornam presidentes na Herbalife, pois agora sabem que o negócio é mesmo enganar e trapacear, e farão isso com muito mais eficiência.

ADIANDO O INEVITÁVEL
Eu fui exatamente o do tipo 2. Achava que tudo isso era apenas uma forma mais agressiva fazer com que as pessoas trabalhassem mais rápido. Que era uma forma de selecionar os melhores, de destacar líderes e que os que sucumbiam eram fracos e despreparados. Eu acreditava ser um dos melhores e estar com os melhores e passei a desprezar aqueles que diziam estar tendo prejuízo com a Herbalife, classificando-os como fracos e incompetentes.



Só que eu mesmo não percebia que também estava tendo prejuízo com a Herbalife. Minhas reservas já tinham se acabado, o lucro líquido com a Herbalife ainda era insignificante e algumas contas já começava a ser pagas com alguns dias de atraso. Problemas insignificantes, eu pensava.



A realidade começou aparecer à medida que as pessoas que eu havia recrutado para a Herbalife, e que faziam parte de minha rede, começavam a sucumbir no prejuízo. Muitos deles eram pessoas competentes, e que até estavam fazendo um bom trabalho na Herbalife, mas mesmo assim não conseguiram retorno financeiro suficiente para sustentar o negócio e quebraram.



Vi pessoas que confiavam em mim perderem seu patrimônio e suas economias para a Herbalife, parte por minha culpa, pois eu as havia trazido para o negócio e permiti que colocassem todo seu dinheiro nessa armadilha.



Vi a situação geral de minha família se deteriorar, tanto financeiramente quanto no relacionamento mútuo, pois coloquei muitos parentes naquilo que eu achava ser o melhor negócio do mundo. Fiz isso achando sinceramente que estava lhes dando um presente, mas na verdade eu os atraí para o mesmo buraco que estava me engolindo.



A REALIDADE LHE CAIRÁ NA CABEÇA
O golpe final aconteceu quando minhas finanças entraram em colapso. Isso mesmo tendo me tornado GET e mesmo tendo o que todos consideravam um sucesso incrível na Herbalife. Aliás todos na Herbalife fingem ter um sucesso incrível, pois não querem desmotivar suas equipes. Além disso não querem ficar por baixo de todos outros, que também estão fingindo.



Estava cada vez mais difícil vender os produtos e recrutar pessoas. A cidade onde eu morava estava absolutamente saturada de Herbalife. Os produtos cada vez mais caros. A Internet absolutamente poluída de sites da Herbalife, disfarçados ou não.



Minha poupança havia secado. Cartão de crédito estourado. Minhas contas estavam todas atrasadas. O dinheiro saía em grandes quantidades para os gastos com a Herbalife (produtos, eventos, etc.) e entrava picadinho, bem aos poucos, o que sobrava mal cobria as despesas da casa. Insistír até o último instante, pois a lavagem cerebral era tão potente que eu sempre tinha certeza que faltava apenas mais um dia para que eu “decolasse” na Herbalife. É como o jogador de Poker – “vai ser na próxima cartada”.



Minha esposa que até então suportou e até ajudou em muitas de minhas loucuras, agora já não estava tão contente. Tive que colocar as crianças em uma escola muito inferior. Tudo isso somado ao pouco tempo que eu dedicava à família por estar sempre ocupado com a Herbalife, que acabou por afetar até meu casamento. Era exatamente o oposto à qualidade de vida que haviam me prometido.



Como acontece com 99,9% das infelizes vítimas dessa falcatrua, eu também naufraguei, e fundo. O pior é que isso faz parte do sistema, pois dessa forma o sistema se recicla e os desgastados são descartados.



Os presidentes subsistem justamente por causa dessa reciclagem. Abaixo deles, os “milionários” administram o resto da massa, dos GETs pra baixo. Esses se alternam ciclicamente, se desgastam e caem, mas antes deixando vários outros recrutados, que fazem com que esse sistema sórdido se perpetue.



Como eles mesmos dizem nas reuniões, “todos os meses milhares de brasileiros completam 18 anos, por isso nosso mercado é inesgotável”, ou seja, todo dia haverá um novo otário para que lhe arranquemos as economias de uma vida.



EM RESUMO:
Antes da Herbalife eu era um engenheiro bem sucedido, com uma família feliz, uma vida confortável e dinheiro no banco.



Hoje estou falido, devo para o banco, para o cartão de crédito, para parentes e amigos, sem a mínima perspectiva de poder saldar essas dívidas. Perdi os dois carros que tínhamos, perdi o emprego, corro o risco de perder a esposa que foi morar com os pais, junto com meus filhos, por falta de condições aqui em casa. Meus amigos me odeiam, meus ex-colegas de trabalho têm pena e não confiam mais em mim, minha família acha que enlouqueci e que estou colhendo os frutos dessa loucura.



Todos têm razão, fui enlouquecido por um esquema maldito e criminoso, organizado de forma ardilosa e inteligente por uma quadrilha muito bem organizada.



Esses bandidos usam roupas de grife, têm curso superior, falam inglês e tem ótima aparência. A maioria deles figura nesses sites, como testemunhos de como o sistema funciona. Sim, funciona para eles, e para alguns poucos selecionados de seu próprio círculo de influências. Os outros serão apenas espremidos e seus bagaços descartados como lixo.



Parte do dinheiro ficará com esses crápulas, enquanto outra parte vai para fora do Brasil, para a Herbalife nos Estados Unidos. Até nesse ponto somos duplamente prejudicados, pois são nossas divisas escoando para o exterior, de uma forma direta e contínua, às custas da miséria e sofrimento dos distribuidores. Sem dúvida uma atividade criminosa e cruel.



LAVAGEM CEREBRAL
Um site americano anti-herbalife define muito bem – “Herbalife é uma armadilha emocional e financeira”.



Distribuidores da Herbalife são como ovelhas. Os líderes são lobos que, antes de comê-las, as ensinam a trazer mais ovelhas. Dessas novas, eles comem algumas e ensinam as outras a trazerem mais, e assim por diante. Os lobos não precisam sequer sair da toca. As próprias ovelhas irão trazer mais ovelhas. Se uma dessas ovelhas for bastante eficiente e trouxer centenas de outras ovelhas, poderá um dia transformar-se em lobo, e também passará a comer ovelhas.



É por isso que a liderança raramente se expõe. Suas ovelhas são seus “testas-de-ferro”, descartáveis e substituíveis. A liderança não precisa vender produtos, nem entregar panfletos, nem fazer spam na internet, muito menos ouvir insultos ou levar calotes dos clientes. Eles tem um batalhão de ovelhas fazendo tudo isso pra eles, e cada um usando seus próprios recursos. São mais que escravos, são empregados que pagam para trabalhar.



Alguns líderes da Herbalife ainda obtém um lucro adicional, vendendo para seus subalternos livros, CDs, camisetas, broches, adesivos e outras quinquilharias. Mas não de forma natural e sim compulsória, afinal “quem não comprar hoje 20 camisetas não está comprometido com o negócio”.



Na Herbalife tudo funciona assim, “rápido, rápido, rápido”, sem tempo pra pensar. Eles lhe dirão que o momento é agora, que só trabalham seriamente com pessoas de decisão rápida e que esse é um dos fatores da “seleção”. Que piada! Na verdade eles não querem que você tenham tempo pra pensar, analisar e investigar.

O principal método utilizado pela Herbalife é um eficiente sistema de LAVAGEM CEREBRAL.



Quando menciono essa lavagem cerebral para as pessoas elas acham estranho. Imaginam as pessoas sendo hipnotizadas por algum guru poderoso e perdendo a própria vontade. É claro que isso não é feito dessa forma estereotipada, mas o impacto é tão devastador quanto.



Quem já não ouviu falar em programação neurolinguística? É um método eficiente, freqüentemente utilizado de forma construtiva, para motivar equipes, desenvolver líderes e aumentar a produção de empresas. As equipes da Herbalife utilizam habilmente essas técnicas para literalmente programarem na mente de seus distribuidores o que eles tem que fazer, como fazer, e que isso que eles estão fazendo é realmente a coisa certa.



Isso é feito através de uma série de eventos e palestras que eles chamam de “sistema”. Inúmeras vezes ouvi os membros da liderança nos dizendo “basta colocar o indivíduo no sistema”.



O SISTEMA
O sistema é usado para alienar as pessoas do mundo real e torná-los ávidos defensores da Herbalife, sendo formado por uma série de eventos, cursos e palestras, os mais comuns são:



* HOM (Herbalife Opportunity Meeting): São pequenas reuniões, gratuitas, normalmente semanais, com o objetivo de captar novos interessados. O distribuidor deve trazer o maior número possível de convidados para que lhes seja apresentada a “oportunidade de negócio”. Como regra, ao convidar uma pessoa não se pode dizer que se trata de Herbalife, veremos mais sobre o porquê disso. Nesse evento farão de tudo para convencer as pessoas a entrarem no negócio ou a participarem de um evento maior onde supostamente conhecerão todos os detalhes da “maravilhosa” oportunidade. Se a vítima decidir aderir terá que desembolsar imediatamente algo equivalente a R$120,00 pelo kit de inscrição e mais uns R$150,00 em convites para treinamentos “indispensáveis para quem quer trabalhar seriamente com a empresa”. A partir desse ponto, nada mais é de graça.


* QUICK START: É um pequeno evento, pago, a nível municipal, feito em algum hotel suntuoso, que supostamente teria como objetivo dar um treinamento inicial àqueles que acabaram de aderir ao negócio. Mas o verdadeiro objetivo é convencê-los de que para “começar bem” eles tem que adquirir (comprar) pelo menos R$2500,00 em produtos para se tornarem “construtores de sucesso” ou, melhor ainda, R$9000,00 para virarem “supervisores”. Além disso, fazem a promoção do grande evento mensal, o STS.


* STS: Evento mensal de grandes proporções, pago, dois ou três dias consecutivos, normalmente em um hotel fora da cidade para que a pessoa fique realmente imersa unicamente em assuntos relacionados à Herbalife. Supostamente STS quer dizer Sistema de Treinamento para o Sucesso. Só se for o sucesso da máfia exploradora por trás disso, pois justamente esse evento é que arranca tudo o que resta de bom senso na pessoa e a torna uma verdadeira escrava da Herbalife, que trabalhará arduamente e incansavelmente por vários meses, até sucumbir à realidade ou à miséria. A parte mais suja e cruel dessa lavagem cerebral é que na grande maioria das vezes, as vítimas, depois de terem suas vidas sido destruídas pela Herbalife, continuam acreditando em tudo que lhes foi programado, e quase sempre terminam convencidas que fracassaram por sua própria culpa. Ainda continuarão afirmando que Herbalife é o melhor negócio do mundo e não aceitam que pessoas lhes digam o contrário. Algumas mal vêm à hora de por a mão em algum dinheiro para novamente injetá-lo na Herbalife.


Conheço um ex-distribuidor, falido, família destruída pela Herbalife, que hoje, apesar estar claro que a experiência com a Herbalife acabou completamente com sua vida e seus sonhos, ainda chora por não estar mais participando dos eventos, e por não ter dinheiro para se requalificar como supervisor! Incrível, é um vício que pode ser comparado ao jogo ou ao alcoolismo.



Como disse antes, a grande mentira da Herbalife é feita de várias pequenas verdades, agrupadas de forma astuta para fazer o golpe parecer factível e provável. Como veremos a seguir:



Tenho certeza de que muitos distribuidores da Herbalife, novatos ou veteranos, estão me amaldiçoando ao lerem essas palavras. Eles defendem a Herbalife como uma religião, como um time de futebol. Não há mais espaço para a razão, apenas para um emocionalismo inflamado como se fosse uma seita de fanáticos.



Não é raro ver pessoas dignas, senhoras e doutores, dançando músicas do Village People nos palcos dos eventos da Herbalife, pois de acordo com a liderança “Quem não dança o YMCA não vira presidente!”. São completamente manipulados. É o cúmulo da degradação da dignidade humana.



PROPAGANDA ENGANOSA
A principal forma de atração é através de SPAM (e-mails em massa), com um texto que na maioria das vezes se refere a uma empresa multinacional, que tem vagas para pessoas dinâmicas ou líderes, e que talvez você se enquadre nas exigências. Costumam até mencionar o valor do suposto “salário”, como sendo algo concreto e garantido. São cifras que chegam a passar dos R$7000,00 mensais. Parece o emprego dos sonhos não? Mas a única exigência mesmo é que você tenha dinheiro, ou arranje dinheiro de algum jeito.



Mas eles também costumam colocar propaganda paga na internet, com o custo rateado entre os distribuidores é claro. A Herbalife e a liderança não abre a mão nem pra dizer bom dia.



UMA VERDADEIRA MÁFIA POR TRÁS DA HERBALIFE NO BRASIL



Agora chegou a hora de dar os nomes aos bois, ou melhor, aos abutres que tem devorado as economias de pessoas de bem e ainda por cima ajudado a uma multinacional inescrupulosa a levar nossas divisas para fora do país.



Antes deixe-me explicar, para quem não sabe, a hierarquia dos distribuidores da Herbalife no Brasil. Os soldados rasos são os distribuidores, depois vêm os supervisores, a Equipe Mundial, os GETs, os Milionários e finalmente os Presidentes. Estes dois últimos são os que coordenam a bandalheira do sistema.



Não é coincidência o fato de que a grande maioria dos Presidentes da Herbalife no Brasil sejam parentes, ou amigos muito próximos, pois é tudo uma questão de interesses mútuos.



Por exemplo, a famosa família Fugihara que tem três presidentes, o pai e dois filhos. Da mesma forma os Araújo e os Meinberg, que apesar dos nomes diferentes são parentes. Mais fechados ainda são um grupo de Israelenses, “os judeus da Herbalife”. Tem também os Portugueses, os Batista, entre outros.



Esses grupos e essas pessoas é que são responsáveis pela perpetuação do golpe, pela renovação das idéias e das artimanhas. Em geral são muito carismáticos, falam bem, se vestem bem. Os piores são exatamente os que transmitem um ar de simpatia e honestidade, lobos sob peles de ovelha.



COMO RECUPERAR SEU DINHEIRO
Se você acabou de entrar nessa fria, e ainda tem em mãos os produtos que lhe “sugeriram” comprar para se tornar um “construtor de sucesso” ou um “supervisor”, saiba que, apesar de eles não te dizerem, você tem o direito de devolver todos os produtos para a Herbalife e ser reembolsado do valor integral dos mesmos, incluindo impostos. Isso é possível não por iniciativa da Herbalife, muito menos as lideranças. O caso é que o código de proteção ao consumidor os obriga. Eles farão de tudo para tentar convencê-lo a não devolver produtos, colocarão obstáculos e argumentos, mas não podem te impedir. Aproveite a chance e saia dessa enquanto perdeu apenas tempo


(Continua...)

http://webmais.com/a-lavagem-cerebral-o-golpe-da-herbalife/

Gamezer.



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sábado, 24 de outubro de 2009

A profecia não cumprida do segundo adventoProtected



Na Bíblia existem muitas profecias, mas sem dúvida a mais conhecida e celebrada é a que fala do Juízo Final e da Segunda Vinda de Jesus Cristo para recolher todos aqueles que creram nele como o filho de Deus e dar-lhes o "reino dos céus" e a "vida eterna" como recompensa.

Aqui cabe uma pergunta constrangedora: SEGUNDO A BÍBLIA, ISSO JÁ NÃO ERA PARA TER ACONTECIDO?

Como vai ser demonstrado, segundo a Bíblia, Jesus realmente quis dar a entender que O SEU RETORNO ERA IMINENTE E ACONTECERIA AINDA NO TEMPO DE VIDA DE ALGUNS DOS SEUS DISCÍPULOS.

1. Jesus estabelece o prazo para sua volta:

Nos evangelhos sinóticos (Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21), Jesus faz uma extensiva e detalhada descrição sobre o fim do mundo e sobre a sua segunda vinda. E conclui dizendo:

Mateus 24:34 — "Em verdade vos digo que NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO sem que TODAS essas coisas se cumpram." (Também em Marcos 13:30 e Lucas 21:32)

Jesus teria dito isto por volta do ano 33 E.C., no século I. Conseqüentemente, A PROFECIA DEVERIA TER-SE CUMPRIDO ATÉ MEADOS DO SÉCULO II E.C., quando morreu a última pessoa de sua geração.

Algumas pessoas tentam defender essa constrangedora profecia não cumprida dizendo que ela apenas se refere à destruição de Jerusalém ocorrida no ano 70 E.C. Porém, a palavra "todas" torna esse argumento pouco convincente: O segundo advento, mencionado como seqüência — e CLÍMAX das tribulações — TAMBÉM deve fazer parte do cumprimento da profecia.

Outra tentativa de defesa é dar à palavra "geração" uma interpretação atemporal, fazendo-a referir-se ao POVO JUDEU ou à CRISTANDADE, por exemplo. Porém, vejamos o que diz a NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil no ano 2000. A NTLH busca difundir o conhecimento do texto bíblico facilitando a legibilidade ao evitar o uso de "palavras difíceis". Neste versículo em particular, ela evita o uso da palavra "geração", exprimindo seu significado no contexto original por outras palavras:

Mateus 24:34 — "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS."

Isto mostra que a palavra "geração" na passagem tem seu sentido usual, que naturalmente ocorre ao leitor em uma primeira leitura do texto: o conjunto das pessoas cujos tempos de vida de sobrepõem em uma determinada época, confirmando o prazo de meados do século II para a volta de Jesus.

Alguns julgam enxergar uma escapatória deste prazo na continuação do capítulo:
Mateus 24:36 — "Mas DAQUELE DIA E HORA NINGUÉM SABE, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai." (Também Marcos 13:32)
Mateus 24:42 — "Vigiai, pois, porque NÃO SABEIS A QUE HORA há de vir o vosso Senhor." (Também em Marcos 13:33)

Só que isto NÃO NEGA O PRAZO estipulado acima. Apenas ACRESCENTA que — DENTRO DESSE PRAZO — o MOMENTO EXATO da vinda permaneceria um mistério. Jesus poderia voltar A QUALQUER INSTANTE e portanto os seguidores de Jesus deveriam permanecer vigilantes, e não deixar para se prepararem só perto do fim do prazo, quando estivessem velhinhos.

E ainda que alguma dessas manobras chegasse perto de convencer, O PRAZO É CONFIRMADO por outras palavras atribuídas a Jesus em outra passagem replicada nos três evangelhos sinóticos:

Mateus 16:27–28 — "Porque o Filho do homem há de VIR NA GLÓRIA de seu Pai, com os seus anjos; E ENTÃO RETRIBUIRÁ a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo, alguns DOS QUE AQUI ESTÃO NÃO PROVARÃO A MORTE ATÉ QUE VEJAM VIR O FILHO DO HOMEM no seu REINO." (Também em Marcos 8:38–9:1 e Lucas 9:26–27)

Outra passagem atribuída a Jesus se refere ao prazo para seu segundo advento:

Mateus 10:23 — "Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que NÃO ACABAREIS DE PERCORRER AS CIDADES DE ISRAEL SEM QUE VENHA O FILHO DO HOMEM."

Embora esta passagem não cite o prazo de uma geração, é perfeitamente condizente com ela. UMA GERAÇÃO seria tempo suficiente para que a "boa nova" de Jesus fosse anunciada em MENOS DA TOTALIDADE das cidades de Israel. É até inconcebível que TODAS as cidades de Israel já não tenham ATÉ HOJE sido visitadas por cristãos pregando o evangelho!

Também CAIFÁS deveria presenciar a vinda de Jesus do céu:

Mateus 26:64 — Repondeu-lhe Jesus: "É como disseste; contudo vos digo que VEREIS EM BREVE o Filho do homem assentado à direita do Poder, e VINDO SOBRE AS NUVENS do céu." (Também em Marcos 14:62)

Nada disso aconteceu.

2. Primeiros cristãos acreditavam que presenciariam o segundo advento:

João 21:22–23 — "Se eu quiser QUE ELE FIQUE ATÉ QUE EU VENHA, que tens tu com isso? Segue-me tu." Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: "SE EU QUISER que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?"

Note que o evangelho de João foi escrito tardiamente (entre os anos 90 e 120 E.C.), depois que o tal discípulo acabou — como era de se esperar — morrendo sem que Jesus voltasse. Por isso houve tempo para acrescentar a ressalva do "se eu quiser". Mas a passagem é reveladora ao mostrar que, entre os primeiros cristãos, EXISTIA a idéia de que Jesus viria durante o tempo de vida de pelo menos um de seus discípulos diretos, ou não criariam tal expectativa.

Paulo diz que a ressurreição dos mortos aconteceria antes que todos "dormissem" (i.e., "morressem"), referindo-se ao prazo estipulado por Jesus:

1 Coríntios 15:51–52 — "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, NEM TODOS DORMIREMOS, MAS TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e OS MORTOS RESSUSCITARÃO incorruptíveis, e nós seremos transformados."

Paulo se inclui entre os que irão testemunhar a vinda de Jesus. Note o seu uso do pronome "nós":

1 Tessalonicenses 4:14–15 — Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que NÓS, OS QUE FICARMOS VIVOS para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. [...]

Paulo pede a Timóteo que observe um mandamento até a volta de Jesus:

1 Timóteo 6:13–14 — Mando-TE [...] que GUARDES este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;

Os romanos que crucificaram Jesus iriam presenciar sua volta:

Apocalipse 1:7 — Eis que vem com as nuvens, e TODO O OLHO O VERÁ, ATÉ OS MESMOS QUE O TRASPASSARAM; [...]

3. Primeiros cristãos acreditavam já viver os "últimos tempos":

Paulo de novo usa o pronome "nós":

1 Coríntios 10:11 — Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso NOSSO, PARA QUEM JÁ SÃO CHEGADOS OS FINS DOS SÉCULOS.

Hebreus 1:1 — Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos NESTES ÚLTIMOS DIAS pelo Filho,

Hebreus 9:26 — [...] MAS AGORA NA CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

Hebreus 10:25 — Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto VEDES QUE SE VAI APROXIMANDO AQUELE DIA.

Bem, eles acreditavam "ver" os "sinais" dos últimos tempos acontecendo à sua volta, JÁ EM SUA ÉPOCA: Profecias, visões e sonhos inspirados pelo Espírito Santo:

Atos 02:15–17 — Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E NOS ÚLTIMOS DIAS acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos.

1 Pedro 1:20 — O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado NESTES ÚLTIMOS TEMPOS por amor de vós;

Gente zombando dos cristãos pela demora em Jesus voltar foi transformado em "sinal" da que se viviam os últimos dias:

2 Pedro 3:3–4 — [...] NOS ÚLTIMOS DIAS virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: "Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação."

É engraçado notar que 2 Pedro 3 é um texto tardio (entre 100 e 160 E.C.) escrito justamente para acalmar os cristãos diante do constrangimento da demora e do escárnio, dizendo que a demora é devida à bondade de Deus, para que mais gente possa salvar-se, só que ele NÃO RESOLVE o problema do prazo:

2 Pedro 3:8 — Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que UM DIA para o Senhor É COMO MIL ANOS, E MIL ANOS COMO UM DIA.

Jesus não estabeleceu o prazo para sua volta em termos de "dias" ou "anos". O prazo é o TEMPO DE VIDA de sua geração ou, mais precisamente, de seus seguidores. Provavelmente alguns cristãos acabaram expressando esse prazo em termos de anos, e o texto tratou de desabonar essas especulações. Mas o prazo realmente dado por Jesus não foi solucionado aqui.

Também a presença de "muitos anticristos" lhes convencia de estarem nos últimos tempos — ou melhor, na ÚLTIMA HORA!

1 João 2:18 — Filhinhos, É A ÚLTIMA HORA. Como ouviste dizer, o Anticristo está para chegar, mas JÁ AGORA há muitos Anticristos, donde SABEMOS que É A ÚLTIMA HORA.

(Se um dia para o Senhor é como mil anos, uma hora seria o quê, 1000 ÷ 24 = aproximadamente 42 anos?) ;-)

4. Declarações genéricas sobre a iminência do segundo advento:

João 5:25 — "Vem a hora, E AGORA É, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus."

Romanos 16:20 — E o Deus de paz esmagará EM BREVE Satanás debaixo dos vossos pés.

Paulo até mesmo sugeriu que não se fizessem planos para o futuro:

1 Coríntios 7:29–31 — Isto, porém, vos digo, irmãos, que O TEMPO SE ABREVIA; pelo que, doravante, os que têm mulher sejam como se não a tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que folgam, como se não folgassem; os que compram, como se não possuíssem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem em absoluto, porque a aparência deste mundo passa.

Hebreus 10:37 — Pois ainda em BEM POUCO TEMPO, aquele que há de vir, virá, e NÃO TARDARÁ.

Tiago 5:7–8 — Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA.

1 Pedro 4:7 — Mas já ESTÁ PRÓXIMO O FIM DE TODAS AS COISAS, por tanto sede sóbrios e vigiai em oração

O Apocalipse, por ser justamente uma profecia simbólica da volta triunfante de Jesus, abunda em avisos sobre sua iminência.

Apocalipse 1:1 — Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que BREVEMENTE devem acontecer;
Apocalipse 1:3 — Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO.
Apocalipse 3:11 — "Venho SEM DEMORA".
Apocalipse 22:12 — "Eis que CEDO venho".
Apocalipse 22:20 — Aquele que testifica essas coisas diz: "Certamente CEDO venho."
Apocalipse 27:7 — "Eis que CEDO venho".

5. Conclusão:

Embora os cristãos tentem passar a imagem que a segunda vinda de Jesus é um evento ainda válido para a nossa geração e de data praticamente indeterminada, todas essas passagens implicam que a segunda vinda de Jesus era considerada como um evento muito próximo, não em um sentido divino, mas em termos humanos. É também curioso observar que a descrição que Jesus deu sobre os falsos profetas bate com ele mesmo. Diante do exposto, nada mais nos resta do que aplicar também a Jesus uma passagem na própria Bíblia que diz:

Deuteronômio 18:21–22 — "E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele".

Teria Jesus mentido? Ou na verdade ele era apenas um homem com "boas" intenções?

6. Apêndice: Tentativas cristãs de desqualificar o prazo

(Em preparação.)

Os cristãos gostam de dizer que "texto sem contexto é pretexto" para heresias. Mas é engraçado como eles mesmo DESCONSIDERAM COMPLETAMENTE O CONTEXTO para evitar a interpretação óbvia das passagens que dão o prazo de uma geração para o segundo advento de Jesus.

6.1. Mateus 24:34

6.1.1 "'Esta geração' refere-se ao POVO judeu."

Este argumento se baseia na possibilidade de "genea" ("geração") poder ser traduzido como "nação":

http://htmlbible.com/sacrednamebiblecom/kjvstrongs/STRGRK10.htm#S1074
1074 — γενεα - genea — from (a presumed derivative of) γενος - genos 1085; a generation; by implication, an age (the period or the persons): — age, generation, nation, time.

Note que, apesar de "nação" estar entre as possíveis traduções, a EXPLICAÇÃO do sentido se refere a um conceito claramente TEMPORAL. Não se trataria meramente de uma "nação", mas uma nação em um determinada época.

Mas mesmo que "nação" pudesse ser livremente usada para traduzir genea neste caso, ainda assim "geração" se encaixa melhor no contexto do capítulo. Analisemos o texto:

Em resposta às perguntas dos discípulos (versículos 1-3), depois de falar O QUE iria acontecer (vss. 4-31), Jesus passa a abordar a questão de QUANDO isso iria acontecer.

(Essa divisão é percebida em http://www.bibliaonline.com.br/mt/24 onde o caracter "¶" separa seções do texto.)

Jesus usa uma metáfora para dizer que através de sinais se pode perceber a proximidade de algo. (vs. 32)

Então, passando da metáfora para caso concreto, diz que quando as coisas descritas nos vss. anteriores (4-31) acontecessem, isso seria sinal de que sua volta estaria iminente, ele estaria "PRÓXIMO, ÀS PORTAS". (vs. 33)

Neste ponto o CONTEXTO está focado na PROXIMIDADE da volta de Jesus. Então vem o vs. fatídico:

34 "EM VERDADE VOS DIGO..."

Essa expressão comumente é usada para arrematar um assunto, declarando com mais clareza ou força expressiva algo que vinha sendo apenas sugerido, ou revelando uma informação de relevo dentro do assunto tratado.

Neste ponto, em que se acabou de falar da PROXIMIDADE da volta de Jesus, o que parece ser mais relevante? O que arremata melhor o assunto, justificando o uso da expressão "em verdade vos digo"?

1. "Na verdade, ESTA GERAÇÃO (de meados do século I) não passará sem que todas essas coisas aconteçam." ou
2. "Na verdade, ESTA NAÇÃO (o povo judeu) não 'passará' sem que todas essas coisas essas coisas aconteçam."


Ora, está claro que a opção (1) tem tudo a ver o assunto tratado, dando maior precisão à proximidade da volta de Jesus, e a proximidade é tamanha, tão dramática ("ESTA GERAÇÃO vai presenciar tudo isso!") que justifica o "em verdade vos digo"!

Já a opção (2) não se encaixa bem. Ela não dá nenhuma informação mais profunda, mais relevante, sobre a proximidade da vinda, desviando o assunto e tirando o sentido do uso da expressão "em verdade vos digo". Nada até o momento sugeria a possibilidade de que o povo judeu pudesse desaparecer. Essa informação parece deslocada e não recebe maiores explicações.

Ou seja, O CONTEXTO FAVORECE A INTERPRETAÇÃO DE "GERAÇÃO" EM SUA ACEPÇÃO USUAL: um conjunto de pessoas cujos tempos de vida coincidem.

Sem falar que o verbo "passar" também combina mais naturalmente com essa acepção do que com uma acepção de "nação". O TEMPO passa, e "geração" é um conceito vinculado ao tempo. Para falar de uma nação, seria mais natural dizer que ela "desaparece", "morre" ou algo assim.

Como se tudo isto não bastasse, temos o apoio da NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE, publicada em 2000 pela Sociedade Bíblica do Brasil, que deixa claro o sentido de "genea".

Mateus 24:34 — "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS."

6.1.2. "Jesus só voltará depois que o evangelho for pregado em todo o mundo"

Mas TAMBÉM essa pregação (Mateus 24:9-15) deveria ter acontecido dentro da geração dos séculos I/II E.C. A expressão "TODAS ESTAS COISAS" (Mateus 24:33-34) se refere a TUDO o que foi dito em Mateus 24:4-31, e isso obviamente inclui a pregação.

O que temos aqui, na verdade, é MAIS UMA COISA que não aconteceu no prazo estipulado.

Bem, segundo Paulo aconteceu, sim:

Colossenses 1:5-6 — "[...a] palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como TAMBÉM ESTÁ EM TODO O MUNDO; [...]"

Colossenses 1:23 — "[...o] evangelho que tendes ouvido, O QUAL FOI PREGADO A TODA CRIATURA QUE HÁ DEBAIXO DO CÉU, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro."

Segundo Paulo, a pregação em "todo o mundo" já aconteceu. Se nos basearmos nele, a pregação não constitui algo que esteja atrasando a volta de Jesus.

6.2. Mateus 16:27–28

6.2.1. "Cumpriu-se na Transfiguração."

Exemplo de argumento: "Os três evangelistas registram que a transfiguracão ocorreu com uma semana
depois desta afirmação, implicando assim o cumprimento da predição. A Transfiguração foi uma miniatura do reino de glória."

Mateus 16:27–28 — Porque o Filho do homem há de VIR na GLÓRIA de seu Pai, com os seus ANJOS; E ENTÃO RETRIBUIRÁ a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que VEJAM VIR o Filho do homem no seu REINO. (Também em Marcos 8:38–9:1 e Lucas 9:26–27.)

A transfiguração não se qualifica como cumprimento disto porque:

* Não é uma VINDA (Jesus JÁ ESTÁ lá).
* Não envolve ANJOS.
* Não é acompanhada de RETRIBUIÇÃO SEGUNDO AS OBRAS.
* Não envolve REINO.


Com a menção à retribuição, percebe-se que Jesus estava se referindo ao SEGUNDO ADVENTO, sua vinda gloriosa entre as nuvens do céu, que seria avistada por todos (Mt 24:30), depois da qual julgaria os homens (JUÍZO FINAL), o que fica claro quando se lê a passagem no CONTEXTO: Nos versículos anteriores Jesus vinha falando de SALVAÇÃO ou PERDIÇÃO da alma (vide Mt 16:24–26; Mc 8:34–37; Lc 9:23–26), coisas que TAMBÉM serão decididas no Juízo Final.

Além disso, fica sem sentido Jesus sugerir um risco de morte ("alguns dos que aqui estão NÃO PROVARÃO A MORTE até que vejam...") que poderia impedir as pessoas de verem algo que aconteceria dali a míseros SEIS DIAS. E os evangelhos não mencionam que Jesus e seus seguidores tenham sofrido alguma espécie de ataque nesse tempo.

Resumindo:

* A TRANSFIGURAÇÃO não se qualifica como cumprimento do que é dito.
* O contexto reforça que Jesus se refere ao SEGUNDO ADVENTO que antecederia o JUÍZO FINAL.


6.2.2. "Cumpriu-se no Pentecostes."

(...)

6.2.3. "Cumpriu-se quando João viu Jesus em seu reino durante a Revelação (Apocalipse)"

Aproveita-se o verbo "ver" em Mt 16:28 para transformar reles "visões" da vinda de Jesus como cumprimento disso. Mas, no CONTEXTO de Mt 16, é a própria VINDA que faz sentido, não uma VISÃO da vinda. Jesus antes vinha falando de "ganhar" e "perder" a vida por ter seguido suas palavras, uma óbvia referência ao juízo final, que aconteceria após a vinda de Jesus.

Tendo ele falado disso, o vs 28 começa com as palavras "em verdade vos digo..."

Essa expressão costuma introduzir alguma coisa muito relevante em relação ao que vinha sendo dito antes.

Que relevância tem dizer que alguns ali teriam uma VISÃO da vinda dele? Uma mera VISÃO para ALGUNS DALI não tem nenhum efeito prático! Tira todo o sentido da expressão "em verdade vos digo"!

Mas tem MUITA relevância dizer que ALGUNS dali iriam ver a VINDA REAL de Jesus. Isso dá um enorme sentido de URGÊNCIA à necessidade de seguir a Jesus, pois o tempo é espantosamente CURTO. Isto justifica a expressão "em verdade vos digo".

6.3. Mateus 10:23

6.3.1. "Cumpriu-se na Ressureição."

Esta explicação cai muito mal, quando a Bíblia diz que Jesus ressuscitou no TERCEIRO DIA (contando com sua morte: morreu na sexta-feira, ressuscitou no domingo DE MANHÃ), tempo que mal daria para visitar umas poucas cidades MUITO próximas (como Emaús, Lc 24), voltando rapidamente, pois na tarde daquele mesmo dia eles já estavam TODOS reunidos EM JERUSALÉM, escondidos dos judeus (Jo 20:19)! É totalmente SEM SENTIDO dizer que eles não chegariam a visitar TODAS as cidades de Israel, fugindo DE UMA PARA OUTRA, quando eles não teriam tempo de visitar praticamente NENHUMA! E também foi só aí que Jesus efetivamente os enviou a pregar o evangelho, começando por Jerusalém (Lc 24:47-49).

Nenhum deles foi "entregue aos sinédrios" ou "açoitado nas sinagogas" ou "levado à presença de governadores" nesse curtíssimo espaço de tempo. As orientações de Mt 10 só fazem sentido num espaço de tempo maior, no qual Mt 10:23 obviamente se refere ao SEGUNDO ADVENTO.

http://atheismo.wikispaces.com/A+profecia+n%C3%A3o+cumprida+do+segundo+advento